sábado, 10 de julho de 2010

explodir e fazer chover tudo

eram dedos, mais inchados que o normal, correndo para aliviar qualquer tipo de euforia ou vontade de sair correndo sem se cansar, sem perder o fôlego animalesco que nunca foi seu.
abrir a boca e conseguir tocar a nuca com os dentes superiores e dentro da cavidade bucal sair alguém novo, azul, que aos poucos perde a cor, de forma líquida.
os ouvidos estavam cheios, gritantes por si próprios. berrando-lhe informações, ordens e coordenadas.
tudo estava conforme o planejado: uma cadeira de praia no meio de um campo verde vívido, óculos vintage espelhados e negros, um alcatrão dentro de um papel retangular adaptado para o cilíndrico, o resultado da 'fusão' da areia em formato garrafal contendo destilação de trigo e um pouco de cafeína.
um pavio longo, era estendido pela grama por mais ou menos três metros. a sua origem era o umbigo do mesmo que havia aceso um esqueiro zippo metálico e prata.
a faísca comia o fio negro que corria pelo chão, a cada momento o sorrido do garoto aumentava pouco a pouco. os momentos se consumiam juntamente de tragos de alívio. a fumaça saía de seu sorriso de dentes expostos e a faísca chegava perto, até demais.
negro.
dois segundos depois, uma explosão que dava pra ser ouvida de quinze quarterões de distância.
houve um suicídio na Happy Avenue e todos acharam que foram fogos comemorativos.

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