veio longe, olhando as pessoas que rodeavam com olhar de curioso. Uma criança que aparentava ter seus cinco anos, com seu balão de hélio com duas letras estampadas em formato garrafal num cumprimento d'outra língua - HI.
Poderia contar nos dedos quem acompanhava dos teus joelhos ao balão com os olhos, tendo que levantar a cabeça a fim de chegar no fim do fio que sustentava aquele garoto magro de cabelos lisos.
a neblina que cobria toda ponte - cenário de tal espetáculo - fez os segundos se perdurarem por alguns longos minutos. o garoto que aos poucos foi abrindo a mão pra poder entregar o balão a um estranho que se aproximava, esboçou um sorriso breve de pelo menos dois polegares de distância para cada lado.
o balão sendo livre daquele pouco peso que o prendia àquela altura, foi levantando alguns centímetros acima da mão do garoto como o levantar vôo das pombas d'um parque à tarde.
nem o estranho nem o menino ficaram satisfeitos.
o vento empurrou aquele artefato de bexiga e gás hélio a leste. o garoto parou de sorrir, o estranho foi aos poucos se abaixando, até então chegar ao pé do ouvido do pequeno e dizer: "não precisava me dar nenhum balão.. eu só quero um abraço".
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