eu voltaria em todos os momentos que eu tive música decente pra ouvir e era noite.
eu voltaria com todo ímpeto de concluir coisas aos meus problemas passados.
eu voltaria de leve às camas dos lugares que visitei.
eu voltaria constantemente à minha mente antiga.
eu voltaria com mais força nas noites que saí gritando letras sem sentido acompanhado por instrumentos de seis cordas ou mais.
eu voltaria pensando que não tem como ir pra frente sem regredir um pouco.
eu voltaria até pensar que não é possível conseguir muito se não se tem nada.
eu voltaria ao primeiro texto que escrevi que está guardado ao lado do meu pé esquerdo e eu dizia pra não guardar ou idealizar mundo nenhum.
voltaria aos livros que não li ou não terminei,
voltaria às músicas que escrevi e esqueci,
voltaria aos dias que não saí pra poder me mexer,
voltaria ao saudosismo que fui tratar com seções de três quartos de hora,
volto até hoje ao dia que abri os olhos e notei que eram 15 e 15,
volto ao dia que vi alfa de centauro e divinizei-a achando que aquilo diminuiria algo,
acima de tudo, não há voltas.
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